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Região de Leiria, dia 22 Janeiro 2009 |
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Centenas
de famílias com filhos no 1º ciclo do Ensino Básico foram apanhadas de surpresa
na passada semana ao serem confrontadas com novas listas para atribuição dos
auxílios económicos pela Câmara de Leiria no âmbito da acção social escolar. Serão
inúmeras as famílias que passaram do escalão A para o B ou para o C. A mãe de
uma criança que frequenta uma escola do Agrupamento Rainha Santa Isabel, na
Carreira - à qual foi retirado o escalão B atribuído no início do ano - foi
surpreendida quarta-feira da semana passada com uma informação do agrupamento
acerca da afixação de novas listas e de que poderia reclamar até ao dia 16. Sem
mais explicações. Confrontado
com o problema, Vítor Lourenço, vereador da Educação da autarquia, explicou que
a confusão instalou-se depois de ter sido publicado, em Agosto, um despacho do
Ministério da Educação que indexa a atribuição dos auxílios económicos ao
primeiro e segundo escalões dos abonos de família. Embora
muitos encarregados de educação de alunos do 1º ciclo tenham apresentado as
suas candidaturas até Junho do ano passado, de acordo com os critérios que a
autarquia estabeleceu em anos anteriores, muitos receberam e entregaram, no
início do ano lectivo, a declaração da Segurança Social que os posicionou num
ou noutro escalão. Ora, explica o vereador, os critérios não podem ser os
mesmos para o 1º ciclo, da responsabilidade das autarquias, como para o 2º e 3º
ciclos do ensino básico e ensino secundário, sob a tutela do Ministério.
O
vereador adianta que a análise de todos os processos entretanto concluída levou
a um reajuste nas listas assumidas até então como provisórias. “Muitas famílias
foram integradas indevidamente nos escalões A e B. Foram induzidas em erro”,
sublinhou, acrescentando que “as pessoas têm que provar que precisam de apoio”. Vítor
Lourenço garante que o prazo de reclamação é de dez dias úteis a contar da
afixação das novas listas, mas que qualquer processo pode ser reavaliado em
qualquer momento.
“Estamos
atentos”, assegura, convicta contudo de que “os prazos não são estanques” e que
“a Câmara não recusa a avaliação de qualquer processo”. Filomena Costa admite
ainda que os critérios assumidos pela Câmara de Leiria têm sido justos pelo
facto de não se limitarem a avaliar apenas a declaração de rendimentos, mas
também os sinais exteriores de riqueza ou informações que permitam detectar
casos de pobreza encoberta. “Desde que se faça justiça social, mais vale tarde
do que nunca”, sustenta ainda quando confrontada com a demora da autarquia na
publicação das listas definitivas. “Quem se achar injustiçado, deve reclamar”, aconselha a dirigente |
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| Região de Leiria, dia 22 Janeiro 2009 - de Martine Rainho |
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